Sunday, June 24, 2007

O NOVO FASCISMO INTERNACIONAL

Nos tempos mais recentes, está a se acelerar desmesuradamente a involuçom democrática em Europa. A imitaçom da caça de bruxas do McCarthismo reinante nos USA a meados do século XX, determinadas ideias (nomeadamente as que ponhem em questom as actuais relaçons de poder) som criminalizadas e perseguidas, rematando mesmo na ilegalizaçom de colectivos, organizaçons ou meios de comunicaçom e no arresto de pessoas vinculadas a esses projectos.
Um caso paradigmático bem próximo de nós é o da actuaçom em contra do independentismo galego e os centros sociais nacionalistas, especialmente aquele episódio que se deu em chamar "Operaçom Castinheira". Treze pessoas nacionalistas fôrom conduzidas à Audiencia Nacional espanhola a ponta de metralheta por uns encapuzados. Ao mesmo tempo, quatro centros sociais eram registados e saqueados, sem que posteriormente fosse devolto nada do roubado. Um sócio da Fouce era espertado na sua casa por um feixe de panhocos e levado à força à Corunha e mais tarde a Madrid, onde os sicários franquistas lhe chamavam, a ele e ao resto, "galleguiño" e "paleto de mierda", entre outras jóias.
Outro caso, mais distante e mais espectacular, é a perseguiçom da esquerda independentista basca.Amparando-se na sua suposta relaçom coa ETA, os inimigos da democracia fecham espaços de socializaçom, clausuram o único jornal escrito integramente en euskara ("si está en vascuence son de la ETA fijo") e torturam o seu director. Por se isto nom lhes avondasse aos pretendidos democratas, deixam sem direito ao voto centos de milhares de pessoas bascas que, de poderem, votariam para a esquerda independentista. Por nom falar da ilegalizaçom da mocidade abertzale e o encarceramento de muitas pessoas simplesmente polo seu pensamento e actividade política. Nem falta fai dizer que a tortura e as vexaçons de todo tipo som prática constante no tratamento destas pessoas.
Pois bem, este panorama nom é exclusivo do Estado Espanhol, por mais que ele se distinga polo seu pouco apego às garantias e os direitos humanos e por mais que seja dos poucos que nom permite a entrada de inspectores de Amnistia Internacional nos seus calabouços (de entrarem, seguro que ficavam dentro e também levavam lenha). Fai pouco tempo tínhamos novas pouco esperançosas a respeito da saúde democrática de Europa.
No passado 1 de Março, era esvaziada por meio da mais brutal das forças a Ungdomhuset (Casa da Mocidade) da capital da Dinamarca, que levava sendo um referente para a esquerda revolucionária desde o ano 1982 ( já desde 1897 levava sendo a Folketshus, Casa do Povo, pola que passárom mesmo Lenine e Rosa Luxembourg) . Copenague converteu-se entom no cenário dumha crua batalha, na que eram detidas arredor de 750 pessoas. Para além disto, outras muitas associaçons e colectivos de esquerda viam como as suas sedes eram despejadas e os seus militantes eram detidos. No operativo policial destacavam avondosos efectivos estrangeiros, especialmente alemáns.
Por outra banda, nos países do leste de Europa desencadeia-se umha feroz perseguiçom contra a esquerda e as posiçons comunistas em particular. Na República Checa, foi ilegalizada a Mocidade Comunista de Boémia e Morávia e muitos políticos da direita mesmo querem acabar co Partido Comunista. Este partido é o terceiro no arco parlamentar da República, e adoita ultrapassar o 15% dos votos. Nem que dizer tem que nom seguiu a deriva amável e eurocomunista de PC´s como o espanhol (IU), que hoje se dedica, entre outras cousas, a especular co solo da Naval Xixón por meio de empresas cujo objectivo inicial era "conceder umha habitaçom a quem nom a tiver". Conseqüencia dos conflitos derivados da especulaçom dos falsos comunistas, hoje hai dous sindicalistas asturianos na prisom (Cándido e Morala, da Corriente Sindical d´Izquierdes).
Na Polónia, o governo ultraconservador apoiado polos partidos da estrema direita, prepara umha lei que forçará a confissom daquelas pessoas que tivessem colaborado co comunismo. Mesmo se fala de proibir simbologia tam socializada como a fouce e o martelo ou o rosto do Ché Guevara. Também se está a projectar a proibiçom explícita da homossexualidade. Acabarám por proibir a cor vermelha. E a rosa , e a violeta. E como tapam o verde da vegetaçom com cimento e enchem o azul do céu de fume de sabe cristo que centrais, deixarám um perfeito mundo gris. Um mundo gris mui rendível, cheio de oportunidades de negócio para a minoria capitalista, e cheio de miséria para a maioria. Umha maioria que, polo momento, está a ser subtilmente enganada, quando nom duramente reprimida.
Temos que olhar para o mundo e actuar no espaço no que fazemos a nossa vida. É hora de começar a tecer umha rede que, num futuro seja quem de deter a barbárie capitalista. Umha barbárie que mantém mais do 80% das pessoas do planeta na mais absoluta das misérias. Umha barbárie que provoca guerras imperialistas e genocidas, como a do Iraque ou o Afeganistám. Umha barbárie que nos está a conduzir (segundo os dados das próprias instituiçons capitalistas) à completa destruiçom ambiental do planeta.
Baixando à terra, à nossa Terra, vemos que essa barbárie destrui completamente o meio, provoca absolutos desfases urbanísticos, verquidos, violência policial, precariedade laboral e acidentes no trabalho, a destruiçom do nosso território e da nossa língua, desigualdades de todo tipo, pessoas a dormir na rua, despovoamento do rural, expólio energético, emigraçom, etc, etc, etc.
Temos que configurar a nossa pequena rede, que se una a todas as pequenas redes que existem. Nengum político engaravatado e falabarato vai resolver todos estes problemas por nós, por muito que se declare socialista ou nacionalista galego. Estes peixes depois tenhem carrazos e chachas, despilfarram dinheiro e bens de consumo e educam os seus cativos em espanhol. Vaia coerência de galego de esquerdas !!
O novo fascismo mundial, que defenderá o capital com unhas e dentes, tem caroutas de amabilidade para amosar nas boas ocasions. Nom se pode esquecer que o Borbom foi posto a dedo por Franco, que o PP é o herdeiro directo do franquismo e que BNG e PSOE legitimam este neofranquismo do "todo queda atado y bien atado", pedindo dureza judicial contra a dissidência.
Quixera expressar mais estruturadamente o sentimento de urgência que nos lateja dentro às pessoas dissidentes, mas as ameaças e as agressons do novo fascismo som muitas e chovem de todas as partes. De todos os jeitos, um feixe de questons fôrom postas sobre a mesa, a modo de tutti-frutti.
PD: temos pouco tempo. O mundo e a nossa Terra estám em perigo. Como nom espabilemos, isto nom será NUNCA MAIS como nós o conhecemos. O capital solta os seus cadelos (com perdom dos cans), os seus patéticos vassalos a soldo de todo tipo para frear a dissidência que se opom a tanta barbárie, a tanta loucura neofascista. A maioria da gente do mundo morre de fame. O Sahara sobe cara arriba. O governo manda repeler imigrantes em caiucos para que nom cheguem à terra prometida e morram no meio do mar. Nom o inventa um tolo, todo isto é científico. Aqui, os ladrons imobiliários e energéticos espóliam o país. Ficamos sem terra e sem língua. E vam-nos soltar os cans. Com perdom dos cans, reitero.
Se estás fart@ desta merda herdada de Franco, piorada e maquilhada, se che fodem bem os atentados contra a natureza e a cultura, se desejas um mundo de povos que se respectem e de pessoas que tenham direito a existir, passa pola Fouce e fala connosco. Queremos tecer umha rede.

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