Monday, February 12, 2007

Artigo assinado por um grupo de jovens da Amaía.

Transporte colectivo já! Nom à autovia

Anunciada em Junho de 2004, a autovia Compostela-Briom apresenta-se-nos como soluçom frente ao colapso do tránsito. Isso é o que afirmam para colar-nos o novo negócio empresarial que destrói o entorno das nossas aldeias e parróquias com formigom e mais e mais carros privados. Mas a questom é que o tránsito nom se vai reduzir, ao contrário, será cada vez maior, haverá mais acidentes, mais velocidade e contaminaçom (sem esquecer o impacto visual e acústico). As principais beneficiadas som, como sempre, as grandes empresas (veja-se a indústria automobilística, imobiliárias e construtoras) que botam mao dos partidos do regime espanhol (PP, PSOE) e dos que já levam anos apontando-se ao reparto do pastel chamando-se nacionalistas (veja-se BNG) junto com os meios monopolizadores da comunicaçom (TV, prensa e radio) para realizarem os seus interesses. Algo que já vem plasmado no seu Plan Galicia, fazer da Galiza umha colónia turística e da especulaçom, mentres miles de aldeias ficam sem vida. Para isso expropriam mais de 2000 parcelas, muitas elas de uso agrário, projectando umha autovia destrutora e desintegradora do nosso território (veja-se o caso de Urdilde). A continuaçom da autovia, no tramo de Noia, conleva um viaducto que terá como conseqüência a liquidaçom dum importante banco pesqueiro e a alteraçom das correntes da ria ao qual já se opujo a Plataforma pola Defesa da Ria. A necessidade de tal projecçom amolda-se ao "progreso" que nos vendem: vilas dependentes da cidade de Compostela, sem vida própria, destruiçom do nosso meio natural e da nossa identidade como povo... todo para amoldar-se à vida rápida da escravitude dos trabalhos temporários. Ainda estamos a tempo de respostar às agressons à nossa Terra, como fixo o povo noutros tempos e lugares com todos os meios ao seu alcance. Somos a mocidade quem nos jogamos o futuro, e quem mais sofremos a opressom do presente. Fam-nos viver o trabalho precário com horários inumanos, a eliminaçom da relaçom com a natureza para ajeitarmo-nos ao modelo capitalista de vida (macro-discotecas, centros comerciais, urbanizaçons mostruosas) sem tempo a pararmo-nos a analisar e ponher em qüestom o estado de cousas. Por que, nom será melhor potenciar as infraestruturas e o trasnporte colectivo -diário e nocturno- em todas as aldeias e entre as vilas da comarca e nom tanta destrucçom dependendo do carro unipessoal? Nom é mais inteligente e racional o potenciamento do autocarro ecológico, do comboio de proximidades, da bicicleta?Para que gastar milhons em destruir o património rural e natural e dividir as nossas parróquias em benefício dos/as de sempre?Por que que tanta surpresa dos/as politiqueiros/as ante os incéndios nas proximidades da autovia em terreios rústicos (polo tanto nom sometidos a normativa nengumha à hora de requalificar depois de ardidos e ainda que fosse assi esta seria ignorada como em muitos casos) se é claro que respondem a interesses das construtoras e que depois che ponhem umha monolítica e colonizadora urbanizaçom tipo "Aldea Nova" às portas dumha aldeia centenária?

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